Blood Diamond: filme poderoso

Querem ficar incomodados e paradoxalmente gratos por terem a vidinha que têm?

Então têm de ir ver o novo filme do Edward Zwick: Blood Diamond.

Sobre a guerra na Serra Leoa, sobre as crianças-soldado, sobre a escravatura moderna, sobre a ausência de valores, sobre a origem do bem ou do mal, sobre a importância da família, sobre o peso dos negócios multinacionais e os reflexos brutais que têm em países e em milhões de pessoas. O valor de uma vida, formas de vida, luta pela vida e mudanças de vida. Sobre África. Um continente. Mesmo aqui por baixo. Nos dias de hoje.

Acorda-nos.
Tem tudo. É cruamente pesado. E está sublime.
E aquilo é só um filme...
Filme, que, diga-se de passagem, está fantástico em todos os aspectos, realização, fotografia, cenários, dinâmica narrativa, etc., etc., etc.. Não estou a exagerar. E os desempenhos! Excelentes. É, definitivamente, o meu favorito. Babel, gostei muito, The Departed, gostei muitíssimo. Mas este... É de ficar sem pinga de sangue. Teve mais impacto que ver aquela fotografia do World Press Photo desde ano passado, do homem amputado, sem as duas mãos, com o filho a abotoar-lhe a camisa. Ou, se calhar, deu-lhe outro impacto, porque agora a fotografia não me sai da cabeça.)




4 comentários:
Dica preciosa e hiper secreta em primeirissima mao para quem se interessa pelo tema: ler Expresso do próximo sábado.
Assim que estrear aqui na versao original quero ver.
As vezes e preciso um murro desses no estomago para acordar.
Bom fim de semana!
:) Obrigada, Macaquinha!
BFS também para ti, emigrante! ;)
Eu vou ver... fica aqui escrito!!!!
;)
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