quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Blood Diamond: filme poderoso



Querem ficar incomodados e paradoxalmente gratos por terem a vidinha que têm?








Então têm de ir ver o novo filme do Edward Zwick: Blood Diamond.








Sobre a guerra na Serra Leoa, sobre as crianças-soldado, sobre a escravatura moderna, sobre a ausência de valores, sobre a origem do bem ou do mal, sobre a importância da família, sobre o peso dos negócios multinacionais e os reflexos brutais que têm em países e em milhões de pessoas. O valor de uma vida, formas de vida, luta pela vida e mudanças de vida. Sobre África. Um continente. Mesmo aqui por baixo. Nos dias de hoje.






Acorda-nos.
Tem tudo. É cruamente pesado. E está sublime.
E aquilo é só um filme...



Filme, que, diga-se de passagem, está fantástico em todos os aspectos, realização, fotografia, cenários, dinâmica narrativa, etc., etc., etc.. Não estou a exagerar. E os desempenhos! Excelentes. É, definitivamente, o meu favorito. Babel, gostei muito, The Departed, gostei muitíssimo. Mas este... É de ficar sem pinga de sangue. Teve mais impacto que ver aquela fotografia do World Press Photo desde ano passado, do homem amputado, sem as duas mãos, com o filho a abotoar-lhe a camisa. Ou, se calhar, deu-lhe outro impacto, porque agora a fotografia não me sai da cabeça.)

4 comentários:

macaca disse...

Dica preciosa e hiper secreta em primeirissima mao para quem se interessa pelo tema: ler Expresso do próximo sábado.

nat disse...

Assim que estrear aqui na versao original quero ver.

As vezes e preciso um murro desses no estomago para acordar.

Bom fim de semana!

Anónimo disse...

:) Obrigada, Macaquinha!

BFS também para ti, emigrante! ;)

Soph disse...

Eu vou ver... fica aqui escrito!!!!

;)