quinta-feira, dezembro 21, 2006

Átítudi



No Sábado passado fui a um casório.

Para além de ter a relatar que fiz um amigo (!!!) no casamento (o amigo que fiz tinha 4 anos... Sheila, interna-me, o instinto maternal anda a atacar) estive a treinar as minhas social skills a conviver numa mesa onde não conhecia ninguém (sem contar com o facto de ser a única single, para além do meu amigo de 4 anos, o que parecia chocar os demais convivas no repasto...).

Ora, quando começaram a chegar à mesa os outros 7 convidados, eu, claro, fiz aquele super sorriso simpático e cumprimentei-os com a melhor das saudações. Pouco, ou nada, me ligaram e só responderam um tímido e quase inaudível "boa tarde". Tudo bem. O meu amigo ficou ao meu lado e estive a conversar e a jogar com ele (ensinei-o a jogar à sardinha).

A meio da refeição, uma mente iluminada, daqueles 6, resolveu dizer que era melhor apresentarmo-nos (eles eram todos família e candidatos a família, na versão de futuros genros), o que eu iniciei logo, com um: Olá, eu sou a T., amiga do noivo.

Agarra-me, que esta pirralha é a licenciada.

A cara de choque! Como ousa ela apresentar-se sem pôr logo os apelidos todos e dizer o que é e o que faz? Até os olhos falavam! Claro que, como dei eu o tom, ficou tudo classificado como Maneis, Josés, Sandras, Ritas e Marias. Não houve cá espaço para me cuspirem com o título académico.

O mais giro é que, lembrei-me depois, no quadrinho com o nome e as mesas (tinham números e não aqueles nomes que é moda pôr, de acordo com o tema do casamento), aqui a je até estava como "Drª."XPTO. A única da mesa. Não tinha "e esposo ou noivo" à frente. Não era "e esposa ou noiva" de ninguém. Mas tinha o prefixo. E percebi os olhares. Como os deles não constavam no quadrinho (e a beta trombuda devia estar ansiando por me dizer onde estudou... até desconfio que a conhecia da faculdade) ficou tudo chateado por não poder exibir o adorno. Sinceramente...

Whatever. Eu dispensava e bem a indicação no papel. Gosto sempre que me substimem para depois surpreender na altura certa e adequada. Mas pronto.

Entretanto, ainda não há meia hora, estava eu a confraternizar com a brasuca que me arranja as unhas e quando olho para o lado, vejo a tipa! Com a cabeça enfiada na revista da treta, para evitar o eye contact e não ter de me falar!!

Ai, gente pequenina!...

6 comentários:

Anónimo disse...

Gente Pequenina?! Não!!! Minúscula, diz antes assim!
Como sabes ando fartinha disso!

Anónimo disse...

Talvez seja um indicador de como andam bem as tuas 'social skills' se numa mesa de convivas o único que se preza tem 4 anos e, provavelmente, um QI superior aos restantes maníacos do título.

Quanto mais gente conheço, mais anti-social me torno. Acho que a minha bolha se limita a dois punhados de pessoas que valem a pena (o segundo é para as pessoas que ainda vou conhecer nesta vida). E o resto que se...

P.S.: Noutro dia disseram-me que eu era o equivalente feminino, não coxo e não médico do Dr. House. Talvez o melhor elogio de 2006!

Anónimo disse...

Podes crer!!! Dr. House in tha house. (passo o pleonasmo...)

Soph disse...

Para o Amigo de 4 anos... tenho a dizer: Cresce Crescendo!!!eheh

Aos outros não lhes digo nada!!!

E à brasuca: Corta essas unhas rentes! ehehehhehehe

:P

Pony disse...

Mas eles puseram actually o Drª no nome na mesa? Eu percebi bem? Sempre que me tratam assim eu digo que a minha mãe escolheu bem o meu nome e que não é Doutor de modo algum.
No entanto até acho piada que me apresentem assim, dps as pessoas vêm chegar um puto e pensam: "Mas hoje o doutor mandou o filho punk?" :D

Anónimo disse...

Pony, tal e qual! They actually did! Ficaram espantados porque a pessoa que apareceu (moi même) não correspondia à "Dr.ª T." que estava plasmada no quadrinho das mesa!! Ah, ah, ah!