Átítudi
Para além de ter a relatar que fiz um amigo (!!!) no casamento (o amigo que fiz tinha 4 anos... Sheila, interna-me, o instinto maternal anda a atacar) estive a treinar as minhas social skills a conviver numa mesa onde não conhecia ninguém (sem contar com o facto de ser a única single, para além do meu amigo de 4 anos, o que parecia chocar os demais convivas no repasto...).
Ora, quando começaram a chegar à mesa os outros 7 convidados, eu, claro, fiz aquele super sorriso simpático e cumprimentei-os com a melhor das saudações. Pouco, ou nada, me ligaram e só responderam um tímido e quase inaudível "boa tarde". Tudo bem. O meu amigo ficou ao meu lado e estive a conversar e a jogar com ele (ensinei-o a jogar à sardinha).
A meio da refeição, uma mente iluminada, daqueles 6, resolveu dizer que era melhor apresentarmo-nos (eles eram todos família e candidatos a família, na versão de futuros genros), o que eu iniciei logo, com um: Olá, eu sou a T., amiga do noivo.
Agarra-me, que esta pirralha é a licenciada.A cara de choque! Como ousa ela apresentar-se sem pôr logo os apelidos todos e dizer o que é e o que faz? Até os olhos falavam! Claro que, como dei eu o tom, ficou tudo classificado como Maneis, Josés, Sandras, Ritas e Marias. Não houve cá espaço para me cuspirem com o título académico.
O mais giro é que, lembrei-me depois, no quadrinho com o nome e as mesas (tinham números e não aqueles nomes que é moda pôr, de acordo com o tema do casamento), aqui a je até estava como "Drª."XPTO. A única da mesa. Não tinha "e esposo ou noivo" à frente. Não era "e esposa ou noiva" de ninguém. Mas tinha o prefixo. E percebi os olhares. Como os deles não constavam no quadrinho (e a beta trombuda devia estar ansiando por me dizer onde estudou... até desconfio que a conhecia da faculdade) ficou tudo chateado por não poder exibir o adorno. Sinceramente...
Whatever. Eu dispensava e bem a indicação no papel. Gosto sempre que me substimem para depois surpreender na altura certa e adequada. Mas pronto.
Entretanto, ainda não há meia hora, estava eu a confraternizar com a brasuca que me arranja as unhas e quando olho para o lado, vejo a tipa! Com a cabeça enfiada na revista da treta, para evitar o eye contact e não ter de me falar!!
Ai, gente pequenina!...




6 comentários:
Gente Pequenina?! Não!!! Minúscula, diz antes assim!
Como sabes ando fartinha disso!
Talvez seja um indicador de como andam bem as tuas 'social skills' se numa mesa de convivas o único que se preza tem 4 anos e, provavelmente, um QI superior aos restantes maníacos do título.
Quanto mais gente conheço, mais anti-social me torno. Acho que a minha bolha se limita a dois punhados de pessoas que valem a pena (o segundo é para as pessoas que ainda vou conhecer nesta vida). E o resto que se...
P.S.: Noutro dia disseram-me que eu era o equivalente feminino, não coxo e não médico do Dr. House. Talvez o melhor elogio de 2006!
Podes crer!!! Dr. House in tha house. (passo o pleonasmo...)
Para o Amigo de 4 anos... tenho a dizer: Cresce Crescendo!!!eheh
Aos outros não lhes digo nada!!!
E à brasuca: Corta essas unhas rentes! ehehehhehehe
:P
Mas eles puseram actually o Drª no nome na mesa? Eu percebi bem? Sempre que me tratam assim eu digo que a minha mãe escolheu bem o meu nome e que não é Doutor de modo algum.
No entanto até acho piada que me apresentem assim, dps as pessoas vêm chegar um puto e pensam: "Mas hoje o doutor mandou o filho punk?" :D
Pony, tal e qual! They actually did! Ficaram espantados porque a pessoa que apareceu (moi même) não correspondia à "Dr.ª T." que estava plasmada no quadrinho das mesa!! Ah, ah, ah!
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