quarta-feira, abril 26, 2006

O valor da vida da varejeira

No outro dia, ia eu a entrar para a banheira e vejo, poisadinha ao pé do ralo, uma varejeira nojenta.


Não penso duas vezes.
Abro a água e ligo o chuveiro, para a empurrar pelo cano abaixo. Pensei que estava morta. Engano meu.

A bicha, mal levou com a água, começou a espernear...

Ora, longe vão os meus tempos "budistas" em que eu tinha a pachorra de andar, nem que fosse 40 minutos, atrás das moscas para a soltar pela janela.

Agora, já não havia nada a fazer. Então, com dolo directo, afoguei a mosca com o chuveiro e não descansei enquanto ela não foi sugada pela gravidade e pela corrente, desaparecendo pelos buraquinhos do ralo.

Pensei: "Oh, as moscas também vivem só umas horas. E ela até estava com um ar moribundo. Mais hora, menos hora, a ela, não lhe ia fazer diferença."

Mas, depois, enquanto me banhava, a consciência atingiu-me! A propósito deste post. Se eu fosse mosca, não gostava que me fizessem isso. Muito menos com esta justificação, tão ranhosa.

Pior! Para mim, uns dias, uns meses, uns anos, são muito importantes, mas podem, a quem vive, sei lá, na eternidade, no Olimpo ou no não-sei-bem-onde, parecer uma ninharia. Para quem vive ilimitadamente, uns anos meus podem apenas ser a tal horita a menos que decidi roubar à mosca.

Now what? 3 Avé-Marias e um Pai Nosso?

5 comentários:

Mariana disse...

3 avé marias, um Pai Nosso e um Acto de Contrição

ricardo disse...

:)
tás perdoada!

Soph disse...

Se as Irmãs Doroteias lerem estes post....

Estás tramada!!!!

nat disse...

Eu gosto de aspirar aranhas!

(E agora ouve-se aquele riso maléfico)

Anónimo disse...

LOL!

Xu e Sheep, obrigada pela absolvição!

Soph, bico calado, então!

Nat... também afogo aranhas... :$