Festa da Música: vida cultural activa (até parece que tenho!)
Como diria um anglófono qualquer, last Saturday, dei comigo, de novo, no C.C.B..
Depois da exposição (a parca exposição, devo lembrar outra vez) da Frida Kahlo, acabei por ir à Festa da Música.
(Engraçado, mesmo, foi julgar que era estreante neste evento e a minha companhia dizer que há anos já tinha ido, também com ela, e com outra pessoa, lá!)
Bem, a SuperMary arranjou uns bilhetes. Friend of a friend couldn't go e quem lucrou com a coisa fui eu e as Dras. daquele quinto andar.
E o espetáculo foi excelente: Händel: Oratória Saul HWV 53, que foi o concerto nº 9 e 65 e que é considerada uma das obras maiores de Handel, a.k.a. Händel, Haendel, Hendel, e como dizem, "(...) notável pela sua riqueza de orquestração e força dramática."

A história era a seguinte: David e Golias, estão localizados? O Golias, o gigante filisteu é morto por David. O Rei Saul fica muito contente e promete-lhe a filha mais velha, a Merab. A Merab não quer um pastorzeco para marido. As donzelas de Israel tanto louvam a vitória de David que o Rei Saul - ocasionalmente dominado pelo seu mau génio, que só acalmado pela harpa do pastorinho David - fica ciumento e acaba por querer, única e exclusivamente, a morte de David. Entretanto, David casa-se com a filha mais nova, a Micol, vai para a guerra e vai-se escapando das tentativas do Rei para o matar. O filho do Rei, grande amigo de David (à cause de ça virtude... lol) também vai para a guerra e antes desobedece ao pai porque não quer matar David. A ironia da história é que o Rei acaba morto, consumido, entretanto, pela inveja, e o filho dele também, os dois pelas mãos do inimigo. E o David vai ficar para Rei!
Claro que não me conseguia abstrair do facto de estarmos a ver um espetáculo sobre uma história passada em Israel. E os meus pais, de férias no longuínquo Dubai, não poderem, para ir, ter no passaporte um carimbo de Israel... Estamos em 2006, mas às vezes não parece...
Depois da exposição (a parca exposição, devo lembrar outra vez) da Frida Kahlo, acabei por ir à Festa da Música.
(Engraçado, mesmo, foi julgar que era estreante neste evento e a minha companhia dizer que há anos já tinha ido, também com ela, e com outra pessoa, lá!)
Bem, a SuperMary arranjou uns bilhetes. Friend of a friend couldn't go e quem lucrou com a coisa fui eu e as Dras. daquele quinto andar.
E o espetáculo foi excelente: Händel: Oratória Saul HWV 53, que foi o concerto nº 9 e 65 e que é considerada uma das obras maiores de Handel, a.k.a. Händel, Haendel, Hendel, e como dizem, "(...) notável pela sua riqueza de orquestração e força dramática."

A história era a seguinte: David e Golias, estão localizados? O Golias, o gigante filisteu é morto por David. O Rei Saul fica muito contente e promete-lhe a filha mais velha, a Merab. A Merab não quer um pastorzeco para marido. As donzelas de Israel tanto louvam a vitória de David que o Rei Saul - ocasionalmente dominado pelo seu mau génio, que só acalmado pela harpa do pastorinho David - fica ciumento e acaba por querer, única e exclusivamente, a morte de David. Entretanto, David casa-se com a filha mais nova, a Micol, vai para a guerra e vai-se escapando das tentativas do Rei para o matar. O filho do Rei, grande amigo de David (à cause de ça virtude... lol) também vai para a guerra e antes desobedece ao pai porque não quer matar David. A ironia da história é que o Rei acaba morto, consumido, entretanto, pela inveja, e o filho dele também, os dois pelas mãos do inimigo. E o David vai ficar para Rei!
Claro que não me conseguia abstrair do facto de estarmos a ver um espetáculo sobre uma história passada em Israel. E os meus pais, de férias no longuínquo Dubai, não poderem, para ir, ter no passaporte um carimbo de Israel... Estamos em 2006, mas às vezes não parece...
Pensei também, pelo meio, embalada pela música barroca (aliás, o tema deste ano da Festa da Música), nos conflitos que há por esta diversidade de ideias, por aqueles bocados de terra. Pensei nos homens-bomba, nas pedras dos palestinianos, nas armas dos israelitas. E,vão-se rir, lembrei-me de como figuras públicas, como a Natalie Portman, não devem poder ir fazer turismo de luxo para o Dubai: ela, por ser israelita (e americana, mas isso eles não se importam, porque os americanos são dos maiores investidores deles - aliás, o carimbo da fronteira americana no passaporte dos meus pais não foi problema), e como a Madonna, que está farta de ir a Israel, também não deve poder lá por os pés, até porque um novo passaporte, limpinho, não esconde as notícias que toda a gente viu das viagens dela lá!!!
Voltando à música, os participantes foram o Kölner Kammerchor (o coro magnífico) , Collegium Cartusianum (a orquestra fantástica) , Peter Neumann (o maestro salta-pocinhas que me livrou de adormecer - e atenção, adorei o concerto, mas no fim estava cansada e estava-me a dar o sono... é verdade) e uma mão cheia de cantores líricos de suster a respiração, de cinco estrelas (por acaso, eram 7, duas senhoras e cinco senhores! :P ).
Que posso dizer? Que foi uma (inesperada) noite óptima! A companhia era das melhores, o espírito estava em alta e o nosso humor estava sharp! Rimos com o pulo do maestro da posição dos pés juntos para as pernas abertas, qual jogador da Macaca, rimos com as senhoras da orquestra meias mal-vestidas (nórdicos e a falta de gosto para se vestirem...), adorámos o cantor David a lançar olhares para o amigo cantor, o filho do Rei Saul. As interpretações foram mesmo muito boas e todos encarnaram maravilhosamente as personagens que representavam.
Voltando à música, os participantes foram o Kölner Kammerchor (o coro magnífico) , Collegium Cartusianum (a orquestra fantástica) , Peter Neumann (o maestro salta-pocinhas que me livrou de adormecer - e atenção, adorei o concerto, mas no fim estava cansada e estava-me a dar o sono... é verdade) e uma mão cheia de cantores líricos de suster a respiração, de cinco estrelas (por acaso, eram 7, duas senhoras e cinco senhores! :P ).
Que posso dizer? Que foi uma (inesperada) noite óptima! A companhia era das melhores, o espírito estava em alta e o nosso humor estava sharp! Rimos com o pulo do maestro da posição dos pés juntos para as pernas abertas, qual jogador da Macaca, rimos com as senhoras da orquestra meias mal-vestidas (nórdicos e a falta de gosto para se vestirem...), adorámos o cantor David a lançar olhares para o amigo cantor, o filho do Rei Saul. As interpretações foram mesmo muito boas e todos encarnaram maravilhosamente as personagens que representavam.
No fim, aquela sensação boa provocada pela Estética (neste caso, mais através do estímulo do ouvido, mas também pela visão da orquestra afinada e una, mesmo à nossa frente - já vos disse que os lugares - fantásticos - eram os três mesmo por trás no maestro, na terceira fila central do grande auditório?). Realizei mesmo que gostaria de ter ido a mais destes concertos quando era pequenina. Acho que deve ser maravilhoso para uma criança ver uma orquestra a tocar mesmo à frente dela. Sim, sinto-me sempre uma bebézinha tontinha e surpreendida com a imponência de uma orquestra a tocar música clássica, ao vivo, mesmo à minha frente. Quase que me emociono, também!
E a pergunta mais fútil? Onde estarão estes músicos todos hospedados ? (uau, o verbo no fim da frase, devem ser os efeitos germânicos dos músicos a contagiarem-me!) Será ali no Villa Galé Ópera, por baixo da Ponte 25 de Abril? (resposta afirmativa! Vimos lá as camionetas paradas ao passarmos no regresso!)




5 comentários:
Sôdona Directora T. Não é que eu trabalho exactamente na rua do Hotel Vila Galé Ópera?? Só posso dizer...:
Extremamente positivo!! :P
Post magnífico para um excelente concerto!
Nat, Nat!!! A sério? Então estiveste mesmo no spot que era para estar!!
Que tal!? Chegaste a conviver com esses dotados? :P
e eu para os lados do coliseu...
clap, clap, clap!!!
mto bem!mto bem!
tb adorei a Festa da Musica do CCB e tb fico assim "bebezinho" com a imponencia de uma orquestra!
bjoka
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