4 lições de educação sentimental:
Desde já aviso que o título é um quase-plágio de um título de um outro blog (aqui está o LINK da educação-sentimental), mas não me ocorre outro melhor para o que tenho para epifanar...
Em conversas eruditas (ou não!) com a minha Xu - do género daquelas que temos de madrugada, no carro, à porta de casa dela, depois de uma qualquer sessão de cinema ou regresso do vício (agora já só meu) do café nocturno, - eis que "epifanámos" no restaurante do IKEA e desenvolvemos uma teoria já há muito alinhada dans ma tête (em dias sem luar!).
Para já, fica aqui um resumo(zinho) com as linhas mestras da coisa, esperando que a Xuzita faça um desenvolvimento pessoal das mesmas, de preferência, mais positivo que o que eu me preparo para cravar no teclado e eternizar no espaço virtual...
Meus amigos!
1ª LIÇÃO
O amor, l' amour, il n'existe pas:
- é uma invenção da sociedade, é uma fantasia cultural, é um idealismo passado e perpetuado em filmes, musicais, teatros, óperas, contos, revistas, músicas, poemas, e todos os afins artísticos que se possam lembrar;
- o "amor", quando muito, é um sentimento que, como tudo o que é verade, verdadinha, na vida, é pessoal, somente e só individual e subjectivo - como diz a Rita Lee "(...) amor é um (...)";
- com alguma SORTE (sorte nada, Champa!), será um sentimento correspondido, como acontece com tantos outros sentimentos para que qualquer relação emocional funcione: mútuo respeito, mútua amizade, mútuo etc.;
- claro que corre sempre menos bem quando a quantidade e/ou qualidade do "sentimento" aplicado não é correspondido na mesma medida pelo outro - o que fica por baixo lixa-se... mais tarde ou mais cedo;
E mais vos digo, mes amis!!!
2ª LIÇÃO
- facto comprovadíssimo é que as relações de liceu, do fim da adolescência não resistem mais de 7 anos ou então só resistem por cobardia de parte a parte, em admitir que não resulta - aliás, as que duram tanto tempo, é um facto, duram alimentadas, exclusivamente, pela teimosia de uma das partes em resistir a reconhecer que errou o alvo...;
3ª LIÇÃO
- como alguém me disse, um dia, "no amor não há vencedores nem vencidos", "o amor não tem de ser feliz, as maiores obras de arte não versam sobre amores felizes";
- aliás, (já nem sei onde li isto) as relações, como os códigos genéticos, como as impressões digitais, como os seres humanos, nunca são nem podem ser iguais umas às outras: variam uma ou as duas pessoas,variam as ciscunstâncias, o tempo, o espaço;
- é somente lógico, porque ninguém é igual ao anterior;
- não há filhos iguais, mesmo que sejam dos mesmos pais; quando muito, há parecenças!
4ª LIÇÃO
- como ainda vamos acabar por descobrir, tal como antigamente não se compreendiam certas funções cerebrais sobre coordenação, fala, audição, cognição, emoção, etc., que hoje já estão identificadas e estão a ser estudadas, como diz o nosso Professor (internacional) António Damásio, vamos chegar à conclusão que os sentimentos se identificam facilmente no cérebro e não passam, também, de conexões de energia, impulsos electromagnéticos;
- ou seja, o sentimento amoroso não é mais que uma reacção física a nível cerebral;
- o resquício de esperança em isto ser uma coisa bonita é compreender que tudo isto reside na física quântica, portanto tudo é feito da mesma coisa, tudo muda de acordo com a posição do observador, tudo pode ser compreendido de formas diferentes para se chegar a soluções diferentes, tudo influencia tudo;
Mas, meus amigos, já estou a complicar demais e queria explicar esta minha epifania melhor. Fica para novos desenvolvimentos!





3 comentários:
Se estivéssemos no msn eu poria aquele smile escandalizado umas 50 vezes! ó mulher! ó xu! mas essas coisas das epifanias (a este nível) é só comigo! não é para pores assim na blogoesfera! JESUS!
Mas pronto, queres que eu use das minhas sábias palavras, e me epifane ou corresponda à tua epifania...
Nesse caso aqui vou eu!
Rectificação: para quem acha que epifanias no Ikea não contam... fiquem sabendo que epifanias a sério têm-se em qualquer lugar.
Minha querida Xu, se analisarmos a coisa friamente veremos que o amor não existe como o conhecemos ou seja, ele existe, não é aquele mar-de-rosas-que-acaba-com-um-final-feliz como nos filmes ou como nos livros. É tão simples acabar um filme com um beijo e uma reconciliação, né?
Tu falas é do que vem a seguir. O amor existe mas não como o vemos nos outros, ou como a sociedade o vê. O amor é diferente quando amas pessoas diferentes e é assim que deve ser, porque senão só nos apaixonávamos uma vez e se corresse mal, nunca mais havia nada para ninguém.
São impulsos eléctricos, é ciência desconhecida, é química, é física, é o que lhe quiserem chamar, mas é bom!
E se o teu cepticismo é tão grande... porque raio quando montávamos a tua cama de casal do ikea no teu futuro quarto, tu disseste 15 vezes: "o meu marido", "não há problema porque o meu marido é que vai ficar desse lado..."?!
Certo? E em ti eu sei que marido corresponde totalmente a: pessoa-que-me-vai-fazer-feliz-o-resto-da-vida-e-com-quem-eu-quero-constituir-família-e-blá-blá-blá!
AH! e mais: faz-nos bem epifanar mas também nos faz bem simplesmente viver, não pensar, não questionar. sermos felizes como nós sabemos que somos capazes de ser.
Sim... epifanaste-te deveras! (agora... ultrapassaste o risco!)
Isto tudo faz-me pensar que tal como tu, não me expressei da melhor maneira... baralhei-me... as epifanias são mais giras in loco, ao vivo... ao telefone, em qualquer sítio, no carro, mas juntas!
Ti adoru meine liebe!
(quanto à segunda lição: no comments, been there (as duas), done that! NÃO FOI POR AÍ! lembra-me para ter uma reacção ao vivo e a cores!)
Meus deus... tenho que ter cuidado da próxima vez que for ao IKEA :p
Shiiiiiiii... tanto "amor"!!!! :)
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