quinta-feira, março 06, 2008

Toda a Verdade: Midlife Crisis!

No passado Sábado, 1 de Março de 2008, pelas 13h 15min, estava eu a preparar-me para uma hora de step caseiro, e pego no telecomando, para escolher programa para fazer passar o tempo. Normalmente, acabo sempre a ver a Betty Feia (true...), mas, desta feita, quedei-me na Sic Notícias, a ver o "Toda a Verdade:A Crise da Meia-idade ..." (Eu, que não consigo ver este canal mais que 5 minutos -e já é muito...- a não ser que seja aquele programa sobre marcas e publicidade.)

Bem... Adiante...

A sinopse é esta:


O programa recolhia depoimentos de velhadas traidores canastrões, que tinham deixado as mulheres por amantes mais novas. E recolhia depoimentos das mulheres de meia-idade (mais para os 50's), que tinham sido abandonadas, e entrevistava ainda um psiquiatra. Tudo francíu. Claro...

Elas diziam que não compreendiam, que eles se chegavam oa pé delas e diziam que iam mudar de vida, que não aguentavam mais, que se tinham apaixonado e que não podiam deixar as amantes, que eram mais frágeis que elas, que eram mulheres feitas e quem portanto, não havia outra solução...
Mostravam o que faziam elas para superar a crise: uma delas fez uma banda desenhada surpreendente. Maitena das encornadas. Jardinagem. Costura. Etc...
Outra dizia ainda (tudo em francês... tinha tanta piada ouvi-las) "Mudar de vida? Mudar de vida é ir para os confins do mundo fazer voluntariado, é ir viver para as montanhas e criar cabras. Mudar do 6º arrondissement para o 12º arrondissement? Perdoem-me se não toco os tambores! Uhu! Mudar de casa e de mulher. Que aventura..."

Eles diziam que era inevitável. Que se sentiam atraídos por mulheres mais jovens e que elas estavam disponíveis. E que assim se sentiam jovens outra vez.

O psiquiatra dizia que era físico e que é natural que um homem de meia idade sinta necessidade real e física de ser tocado por outros dedos, por outras mãos, de receber carícias de outra pessoa. E dizia que essas relações de um velho com gaja nova eram mais comuns porque uma mulher jovem projecta um futuro com um velho: até podem ter filhos. E que essas relações são atractivas porque é a fonte da juventude eterna para o homem. E dizia que os homens mais velhos atraiem as mulheres jovens... (Excuse me??)
Já com elas, a relação que projectam com um jovem e o jovem com elas (também havia... lol... uma que virou professora de yoga, largou marido e filhos para ter um caso com um jovem que lhe dava orgasmos múltiplos, o que ela só agora tinha descoberto conseguir alcançar!) nunca é tão duradoura, até porque elas já não podem ter filhos. (Só faltou chamar-lhes passas secas, o totó).

No fim, voltavam a falar com os idiotas dos maridos que largavam tudo para ir viver com as amantes. Sendo que essa nova relação durava sempre entre 6 meses a 1 ano depois da saída de casa. Sendo que depois iam pedir batatinhas às ex-mulheres e que estas, invariavelmente, não os aceitavam de volta. E acabavam a viver sozinhos em apartamentozinhos petits e degradados. (A fazer omoletes e a comer do tacho. Decadentes. Envelhecidos. E atenção ,eram eles que não aguentavam a amante! A vida nova com a amante. Não era a amante que os deixava!!)

Concluia o psiquiatra: no fim, temos um homem sozinho, uma amante sozinha e uma mulher sozinha com os filhos.

LOL! Sinceramente... (e o título devia ser "the end of the marriage").




E, há bocado, diz-me uma pessoa que ouviu dizer que em França estão a pensar fazer uma revolução: mudar a lei para que os casamentos passem a ter uma validade de 7 anos - a bela crise dos sete anos; assim poupam nos divórcios!

Hein? Mudar totalmente a base do conceito de casamento instituído, há séculos, na sociedade?

E que tal, antes, mas é, dar uns cursinhos sobre o que é o casamento, o que acarreta o casamento, a genética, o envelhecimento e o que acarreta um divórcio?

Assim só se casava quem queria, depois de muito bem informado!

Opá!

3 comentários:

Soph disse...

Soph - "em obras" para uma grande reflexão sobre este post!!!!

ehehehehehehe

Unknown disse...

E para um grande post um grande comentário!
O tema merece mesmo reflexão. Assusta-me que esta sociedade de fachadas e de aparências cada vez mais apele ao ser-se "normal", vulgo, casado!eu não conheço ninguém que alguma vez tenho ido ler o código civil antes de se casar, mas já conheço algumas pessoas que foram ler o mesmíssimo código civil antes de comprar uma casa. A verdade é que ambas as situações consubstanciam contratos, só que numa delas, as pessoas de tão emocionalmente envolvidas que estão esquecem-se de ponderar as consequências do não cumprimento do respectivo contrato e das consequências que daí advirão. Designadamente, esquecem-se que no nosso país é mais difícil obter o divórcio do que se pensa e que não foi ao acaso que aqui há uns tempos um grupo parlamentar veio sugerir mudanças que abalavam o instituto casamento e que facilitavam o divórcio. escusado será dizer que as ditas propostas ficaram todas em banho-maria. ah pois é! é que não é só a aprovação do casamento entre homossexuais que abalaria profundamente a nossa ordem jurídica, também a aprovação de um regime razoável para a obtenção do divórcio quando, por exemplo, uma das pessoas chega à simples conclusão de que já não faz sentido estar com a outra iria abalar profundamente os alicerces do nosso codigo civil tao velhinho e tão intocável desde q o outro sr caiu da cadeira.
Em pleno século XXI continuamos a ter um regime que impede as pessoas de requererem o divórcio quando mt bem entenderem, fazendo-as depender da vontade, exigências e às vezes chantagem daquele que não quer o dívórcio.

Enfim Babesita!!parabéns pelo belíssimo post e para o contributo de alerta.Temos de viver com a lei que temos e assumir que é nestas coisas que ainda não somos tão iguais aos vizinhos comunitários..

nat disse...

Olha que essa lei às vezes... até era capaz de facilitar muita coisa!

Mas que a malta está cada vez menos virada para fazer fretes.. ai isso está!