quinta-feira, março 13, 2008

Not so forever



(Fonte: Lusa)


Estava eu a ler este artigo, a outros propósitos e vejo a estatística.
Definitivamente, este é o mês em que o tema em discussão (o tema que ando aqui loucamente a postarrrrrre) é o casamento. Ou o divórcio!

O que, aliás, completo com uma nota pessoal, relativa ao dia de ontem, em que, pela primeira vez, estive presente numa conferência de interessados em processo de divórcio por mútuo consentimento, na Conservatória.

E quando pessoas casadas há 17 anos dizem, "Sim" à pergunta "Não acham que pode haver reconciliação? Têm uma filha menor em comum... Mantêm o propósito de se divorciar?" e você está presente?

Neste acto solene em que se quebram os laços feitos em alegria e esperança de partilha harmoniosa de vida em comum?
A ver a mulher, um caco suportado por ansiolíticos (mas uma lady!), e o homem, oscilando entre o ansioso, também, e o eufórico por finalmente estar livre da mulher que ele... teme?

Enfim... Ser testemunha de tal momento marcou-me. Dei por mim a sair da função, a despi-los das máscaras de clientes e a olhar para eles como indivíduos, cujo sonho do ("o", não para haver mais que um) casamento acabou ali. À porta da meia idade.

Ela gaguejou quando a Conservadora lhe arrancou um sim audível. Ela só encolhia os ombros. Para não chorar. Sendo certo que já não viviam juntos há 3 anos. Sendo certo que não era nada de novo e que, na cabeça deles, era mais que definitiva e urgente esta solução. Mas os astros deviam estar num planeta soft e amoleci e sofri com ela. (...então, bate, bate, coração, louco, louco de emoção, a idade assim não tem valor...)

8 comentários:

Rachelet disse...

Nem de propósito, leio esta notícia e penso «Uhu! Agora então é que vai ser o regabofe!».

Veronica Electronica disse...

Sabes, tem graça este teu post.
Revi-me na tua cliente, com muito menos bagagem e mais nova passei pelo mesmo.
É realmente a cerimónia de casamento ao contrário :)

Tudo na vida é um ciclo, e eu naquele dia completei um para começar outro.

Abraço

Anónimo disse...

Querida Rachelet... devo-te dizer que este senhor Januário não é advogado. E a Ordem dos Advogados anda em cima dele por procuradoria ilícita.
É uma vergonha. Isto e aquelas lojecas jurídicas de porta aberta em centros comerciais.
Um atentado à profissão, um desrespeito pelos colegas e, em última análise, pelos clientes, a quem o prestígio e o atendimento personalizado e de confiança devem ser prestados em moldes mais solenes e honráveis.

Quanto a ti, Carla... Espero que o novo ciclo esteja a ser melhor. Fecha-se uma porta,abre-se uma janela, não é o que dizem? :)

Soph disse...

Ui!!!!!!!!!!!!
E.P.!!!

LOLOlllllllllllll

macaca grava-por-cima disse...

Post deveras interessante, T.!
a mim o fim das relações deixa-me sempre um nó na garganta. São momentos duros, tristes! Presencia-los por ossos do ofício deve ser desgastante.

Beijinho.

Anónimo disse...

A única verdade é que depois de amargurarmos, de maldizermos a vida, maldizermos todos os preceitos divinos e carnais, depois das lágrimas, depois de tudo...acabamos sempre por encontrar força para amar de novo, melhor, mais feliz!

O problema dos fins das relações é que nesse momento nos cega para tudo o que foi bom; significa apenas que perdemos.

Mas na maior parte das vezes ganhamos!

Do pestinha

Mariana disse...

Tudo o que te diga não é novo. Tudo o que te diga aqui não é mais do que um reflexo diminuto daquilo que falamos horas infindáveis num sofá de duas pessoas em tons cru!
Reflexo também de questões que nos angustiam em momentos de dissertação...
Por isso mesmo... nem vale a pena divagar... já vi de perto esse desespero, esse olhar e essa tristeza que parece que não tem fim...
sabes que mais? o recomeço é sempre uma lufada de ar fresco nas nossas vidas, sabendo à partida que não vamos incorrer nos mesmos erros! Valha-nos ao menos isso!

Anónimo disse...

O meu Peste e a minha Xu tocam no ponto mais interessante da coisa. After all that, os novos começos compensam sempre as lágrimas e a sensação de perda.

E sempre para melhor!