terça-feira, novembro 27, 2007

Meditação para uma Segunda-feira: the birds ans the bees


Na Tabu n.º 63, de 24 de Novembro (Tabu, a revista do semanário Sol) fiquei a saber que José António Saraiva ficou arrepiado quando ouviu o António Alçada Baptista dizer, numa entrevista televisiva, que o casamento entrou em crise quando as pessoas começaram a casar por amor, porque quando se casavam por interesse - que, por norma, são estáveis e duráveis - mantinham-se, mas quando começaram a apoiar o casamento só no amor - que, por norma, é instável e passageiro - a coisa estragou-se.


Li também pelo punho dele que a conclusão a que chegava era que amor e casamento não são a mesma coisa e que para ele, como não pode haver casamento sem amor, tem de haver amor, mas também tem de haver mais qualquer coisa para que a coisa dure. E ele acha que o truque é fazer a pergunta a nós próprios se vemos e queremos a outra parte como pais dos nossos filhos. Desconfiar do amor ou acreditar no casamento, é o que ele contrapõe. Por que só com sorte uma paixão acaba num casamento sólido. Por que o amor às vezes tapa o óbvio - que nunca conseguiremos viver a vida toda com aquela pessoa por quem nos apaixonámos.


Interessante... Nem sei o que pensar. Andei a remoer esta informação o dia todo.


Fala ainda do Pedro Santana Lopes, com 5 filhos de 3 mulheres diferentes, que lhe confidenciou que só consegue viver apaixonado. Fantástico.

2 comentários:

Unknown disse...

Subscrevo a parte do "só com sorte uma paixão acaba num casamento sólido". Quanto a viver a vida toda com a pessoa por quem nos apaixonámos a vida toda, acho viável e possível, mas lá está: é preciso ter muito sorte em Acima de tudo PODER DE ENCAIXE :D Para mim o segredo do sucesso na relação é o poder de encaixe.

Anónimo disse...

Também gosto do TOQUE DE ANCA. ;)