segunda-feira, outubro 09, 2006

Isto está a ficar negro... II


Já foram ver o Captain Planet, vulgo Al Gore?

UMA VERDADE INCONVENIENTE.

A não perder. Obrigatório. Indispensável.

Sabem aquele filme, "O dia depois de amanhã"? Não anda lá muito longe da verdade.


E nem fiquemos por aí. O documentário fala de imensos aspectos gravíssimos, de imensos temas interligados e problemáticos. Doenças, secas, cheias, tempestades, contra-informação, mudanças geográficas, falta de água potável, tecnologia de ponta que não é aplicada, etc.. Está feito para ser acessível a todos. Baseia-se em verdades científicas consensuais. Não há volta a dar-lhe.

Vão espreitar aqui:
WWW.CLIMATECRISIS.ORG


Não é só porque os ursos polares se estão a afogar de cansados, porque nadam, nadam e não há gelo para aportarem.

Não é só porque há sítios no mundo onde as tempetaturas chegam facilmente aos 50º.

Não é só porque chove muito em alguns sítios.

Não é só porque vemos um furação a ficar pior quando chega ao continente.

Não é só porque as correntes marítimas que nos mantêm neste equilíbrio frágil são, elas próprias, muito susceptíveis às pequenas mudanças.

Não é só porque 2005 bateu outra vez recordes de ano mais quente.

Não é só porque a população nunca foi tanta.

Não é só porque a poluição nunca foi tanta.

Não é só porque os estragos nunca foram tantos.

Não é só porque as eternas neves dos Alpes e as eternas neves do Kilimanjaro são praticamente inexistentes. (Aliás, façam vocês uma pesquisa de fotografias do Kilimanjaro recentes e menos recentes... É assustador.)

Não é só porque há quem não se importe.

Não é só porque há quem não acredite.

Fiquei preocupada. Fiquei muitíssimo preocupada. E vocês também vão ficar. Pelo menos, deviam.

5 comentários:

nat disse...

Quero muito ir ver.

Temos mesmo que começar a fazer alguma coisa...

Soph disse...

Eu vou ver!!!!

Bolas!!!!

... e já estou a ficar preocupada!!!!

Anónimo disse...

Se a gente se preocupasse tanto em retardar (já que evitar parece impossível) os efeitos do que andamos a fazer ao nosso planeta como nos preocupamos em retardar os efeitos do envelhecimento... talvez desse para esticar a nossa estadia no planeta -so far- azul.

Pedrito... disse...

Eu agora ando a pé...n será por mim de certeza que o mundo vai abaixo. Pelo menos vamos todos juntos...ahgora que penso bem, n sei se a imagem me agrada.

Anónimo disse...

"Directora T." podes ter a certeza que o aquecimento global é uma realidade. Portugal poderia emitir no ano 2010 mais 27% do que emitia em 1990, e só no ano passado já íamos em 40% a mais. Independentemente de tudo o que possam dizer relativamente ao aproveitamento político, eu acho que o Documentário está muitíssimo bem realizado. Penso que as pessoas começam a estar bastante mais conscientes da dimensão do problema. Na minha opinião subsiste no entanto um problema, os valores fixados no Protocolo de Quioto são irrealistas, e isto deve-se à colocação, em cargos que deveriam ser técnicos, de pessoas que não têm competência para tal, Portugal é um exemplo de um país para o qual as metas fixadas não têm rigorosamente nada a ver com a realidade. Continuamos a misturar ambiente com economia e neste momento fala-se de ambiente em Portugal porque existe um Mercado de Carbono, na minha opinião economia e ambiente não têm que andar lado a lado, acabamos por subverter o sistema, a Economia terá que ser cada vez mais balizada de forma conservativa por variáveis ambientais sob pena de perdermos o controlo da situação. Há um conceito a que chamam "Desenvolvimento Sustentável" que envolve o não comprometimento das Gerações Futuras, acho que já passámos essa barreira. Por muito que custe temos que apostar no desenvolvimento de combustíveis alternativos a curto prazo(biodiesel, bioetanol, etc.), energia solar, combustíveis alternativos a longo prazo (fusão a frio) e sobretudo optar por medidas corajosas relativamente à circulação de veículos nos centros das cidades, não é com aumentos nas taxas da EMEL, mas sim com a criação de Parques de Estacionamento nas Periferias, desenvolvimento de redes de transportes públicos que sejam uma verdadeira opção e impedimento da circulação automóvel nos centros das cidades. Temos que ter a coragem de ser drásticos, senão é tal e qual como a história do sapo no documentário, quando sentirmos já é tarde demais.