O verídico Jogo da Glória: regras éticas!
Faz aos outros aquilo que queres que te façam a ti.

A próposito de uma coisa que não vem nada a propósito (muito desinteressante), lembrei-me da Regra de Ouro, que gosto de tentar seguir.
E lembrei-me de quando li algo aprofundado sobre o assunto (não, não foi na catequese)!!!
Foi no "Biliões e Biliões" de Carl Sagan, o livro póstumo deste brilhante cientista, que foi lido à sombra da bananeira na Républica Dominicana. (Ahhhhh... que belas férias!)
Corria o ano de 1998. Do alto dos meus esculturais 18 aninhos, à espera dos resultados do concurso nacional para entrar na faculdade, o que li marcou-me. Aliás, quase me emocionei quando acabei o livro, lendo o epílogo escrito pela (segunda, parece-me) mulher dele, Ann.
(Xu! "Epíloge!" - B.! Misto de Inglês e Cananga do Japão!! LOL!!!)
Uma das coisas que me lembro muito bem são as regras comportamentais "morais". Ou melhor, éticas. E tendo sempre lembrar-me disso. Pautar-me pela melhor, a Regra de Ouro. A origem desse capítulo era um artigo do Carl Sagan chamado "As Regras do Jogo".
Mas passo a explicar:
Regra de Ouro - faz aos outros aquilo que gostarias que te fizessem a ti (não é o Bom Kantiano, pode até ser de má vontade, mas o resultado é sempre melhor e mais positivo);
Regra de Prata - não faças aos outros aquilo que não gostarias que te fizessem a ti;
Regra de Bronze - faz aos outros aquilo que te fazem... "an eye for an eye";
Regra de Ferro - faz aos outros, antes que te façam a ti (completamente maquiavélico!);
Regra de Lata - trata bem os teus superiores (em qualquer situação de vida) e maltrata os teus inferiores (os lambe-botas, os graxistas);
Regra do Nepotismo - favorece primeiro os teus familiares (não é simples favoritismo ou cunha!!) e faz aos outros o que quiseres (faz-me lembrar aquela polémica(zinha) de um certo cargo no Ministério dos Negócios Estrangeiros por uma certa pessoa com um certo e sonante apelido...);
Regra do Tit-for-Tat - paga com a mesma moeda, ou... coopera primeiro, para depois fazeres aos outros o que te fizeram a ti. Também é associado ao altruísmo recíproco.
Esta última traz-nos a outro assunto... é que é uma das soluções para o chamado Dilema do Prisioneiro (aquele clássico de Direito Penal):
- Dois prisioneiros cúmplices, a serem interrogados em separado e sem comunicação entre eles;
- É-lhes dito que se confessarem ambos, ambos terão uma pena light;
- Mas são avisados de que eles é que escolhem e podem obivamente declarar-se inocentes. (O fantástico livre arbítrio...);
-Também lhes é dito que se um confessar pelos dois, o que confessa terá uma pena mais branda e o outro é completamente enterrado;
- O que não lhes é dito é que se ambos negarem, não há acusação.
E aí começa o jogo! Safas-te logo a ti ou confias no outro, esperando que não se bufe para sairem os dois livres? Pior, desconfias que o outro vai querer safar-se sozinho e vai entalar-te?
É um jogo em que podem sair os dois a ganhar. Mas, se ambos decidirem mal, e egoisticamente, estão os dois entalados. Exige um estudo das vantagens e das várias soluções e tem de haver algum planeamento da estratégia. Mas não só. Há, à mistura com a matemática pura, o factor humano. A confiança e a desconfiança. O egoísmo. Um "safa-te a ti se puderes".
E voltamos ao início. Era sempre melhor se todos jogámos com a Regra de Ouro. Mas isso... nem sempre conseguimos, não é?
E lembrei-me de quando li algo aprofundado sobre o assunto (não, não foi na catequese)!!!
Foi no "Biliões e Biliões" de Carl Sagan, o livro póstumo deste brilhante cientista, que foi lido à sombra da bananeira na Républica Dominicana. (Ahhhhh... que belas férias!)
Corria o ano de 1998. Do alto dos meus esculturais 18 aninhos, à espera dos resultados do concurso nacional para entrar na faculdade, o que li marcou-me. Aliás, quase me emocionei quando acabei o livro, lendo o epílogo escrito pela (segunda, parece-me) mulher dele, Ann.
(Xu! "Epíloge!" - B.! Misto de Inglês e Cananga do Japão!! LOL!!!)
Uma das coisas que me lembro muito bem são as regras comportamentais "morais". Ou melhor, éticas. E tendo sempre lembrar-me disso. Pautar-me pela melhor, a Regra de Ouro. A origem desse capítulo era um artigo do Carl Sagan chamado "As Regras do Jogo".
Mas passo a explicar:
Regra de Ouro - faz aos outros aquilo que gostarias que te fizessem a ti (não é o Bom Kantiano, pode até ser de má vontade, mas o resultado é sempre melhor e mais positivo);
Regra de Prata - não faças aos outros aquilo que não gostarias que te fizessem a ti;
Regra de Bronze - faz aos outros aquilo que te fazem... "an eye for an eye";
Regra de Ferro - faz aos outros, antes que te façam a ti (completamente maquiavélico!);
Regra de Lata - trata bem os teus superiores (em qualquer situação de vida) e maltrata os teus inferiores (os lambe-botas, os graxistas);
Regra do Nepotismo - favorece primeiro os teus familiares (não é simples favoritismo ou cunha!!) e faz aos outros o que quiseres (faz-me lembrar aquela polémica(zinha) de um certo cargo no Ministério dos Negócios Estrangeiros por uma certa pessoa com um certo e sonante apelido...);
Regra do Tit-for-Tat - paga com a mesma moeda, ou... coopera primeiro, para depois fazeres aos outros o que te fizeram a ti. Também é associado ao altruísmo recíproco.
Esta última traz-nos a outro assunto... é que é uma das soluções para o chamado Dilema do Prisioneiro (aquele clássico de Direito Penal):
- Dois prisioneiros cúmplices, a serem interrogados em separado e sem comunicação entre eles;
- É-lhes dito que se confessarem ambos, ambos terão uma pena light;
- Mas são avisados de que eles é que escolhem e podem obivamente declarar-se inocentes. (O fantástico livre arbítrio...);
-Também lhes é dito que se um confessar pelos dois, o que confessa terá uma pena mais branda e o outro é completamente enterrado;
- O que não lhes é dito é que se ambos negarem, não há acusação.
E aí começa o jogo! Safas-te logo a ti ou confias no outro, esperando que não se bufe para sairem os dois livres? Pior, desconfias que o outro vai querer safar-se sozinho e vai entalar-te?
É um jogo em que podem sair os dois a ganhar. Mas, se ambos decidirem mal, e egoisticamente, estão os dois entalados. Exige um estudo das vantagens e das várias soluções e tem de haver algum planeamento da estratégia. Mas não só. Há, à mistura com a matemática pura, o factor humano. A confiança e a desconfiança. O egoísmo. Um "safa-te a ti se puderes".
E voltamos ao início. Era sempre melhor se todos jogámos com a Regra de Ouro. Mas isso... nem sempre conseguimos, não é?




4 comentários:
Ai... o Dilema do Prisioneiro tráz-me à lembrança aquelas aulas horríveis de Economia Política que tive que repetir durante 3 anos :P
XU!!! WOW! Isso faz-me lembrar a conversa que estivemos a ter sobre direito ao almoço! HUm... tu és efectivamente a única pessoa no mundo que consegue explicar Direito a alguém que não fez esse curso! Agradeço-te por isso! LOL!
Olha eu cá gostava de ser capaz de me reger pela do Ouro e pela da Prata! Mas... às vezes... hum... descambo na escala! Mas, pronto... vou tentando!
Olha lá... para algo absolutamente sem sentido: Republica Dominicana = Foto de Bikini Pocahontas?!
É? Não é?!
Eu quero pedir autorização para editar este post no NatSoph com algumas alterações.... uns dias mais lá para a frente... posso?!?!?!
É que... adorei!!!!!!!!
E sei de umas pessoas que vão lá... e estão mesmo a precisar de ler isto!!!
;)
Nat! Economia Política! Been there, done that too! LOL! Estou contigo!
Xu! Não, foto bikini Pocahontas foi no Brasil. As da Répulbica Dominicana são aquelas agarrada ao negão pirata!!!
Soph! Claro que podes e deves postar! Aliás, a informação é de todos e nunca é demais partilhar estes conhecimentos! :D
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